Quem somos

CAVIDA – Centro de Promoção de Saúde, Educação e Amor à Vida – é uma Organização Não-Governamental (ONG), de caráter socioeducativo, assistência social e de promoção de saúde, sem fins lucrativos, que oferece serviços de apoio psicossocial à população e a seus familiares e de formação para profissionais da área da saúde.

Um pouco de nossa história

 No ano de 2006, após uma experiência como estagiária de Psicologia no Hospital Geral do Estado (HGE), na cidade de Maceió-AL, percebi que a maioria das pessoas, atendidas por tentativa de suicídio, necessitava de apoio emocional durante e depois da hospitalização. No momento do encaminhamento, apesar de ter o suporte de alguns CAPS, postos de saúde e hospitais psiquiátricos, geralmente eu sentia falta de um local especializado, que fosse uma referência no assunto.

Foi quando, no ano de 2012, reuni um grupo de pessoas que decidiram abraçar um projeto voluntário que priorizasse a criação de uma instituição referência na prevenção do suicídio. Em sua fundação, contei com a ajuda de José Neto, Janeleide Ferreira, Ivonete Santos, Roberta Moraes e Jadson Santos, a quem hoje sou grata por todos os esforços realizados e por me ajudarem na realização de um sonho.

O Centro de Amor à Vida (CAVIDA) foi fundado em 31 de março de 2012 como uma associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins econômicos, de caráter organizacional, filantrópico, assistencial, promocional, recreativo e educacional, sem cunho político ou partidário, com a finalidade de atender a todos que a ela se dirigirem, independente de classe social, nacionalidade, sexo, raça, cor ou crença religiosa.

Inicialmente, foi realizado um investimento em materiais necessários para a abertura de um local que fosse de fácil acesso à população e que possuísse condições básicas para receber o público.

Após a inauguração do espaço, a instituição iniciou suas atividades oferecendo atendimentos psicológicos e com o apoio de um serviço de telemarketing. Sua equipe era composta por uma administradora, dois psicólogos e três operadoras de telemarketing. E com funcionamento em horário comercial.

As pessoas que buscam a instituição surgem de forma espontânea ou por encaminhamento institucional. Elas têm histórico de tentativas de suicídio e/ou apresentam algum fator de risco e/ou perderam algum ente querido por suicídio.

Atualmente, apesar de a maioria dos atendidos ser de jovens e adultos, a instituição também recebe crianças e idosos.

Em quase três anos de funcionamento, o CAVIDA elaborou diversas atividades que favorecem a prevenção do suicídio. Abaixo, especifico algumas ações que foram propostas:

Atendimentos psicológicos – são realizados por psicólogos, devidamente registrados no Conselho Regional de Psicologia, ou por estagiários de Psicologia sob supervisão. Os recursos utilizados dependem dos métodos e técnicas utilizadas pelo profissional. Os instrumentos utilizados, como as entrevistas e o contrato terapêutico, apresentam alguns aspectos específicos relacionados ao comportamento suicida, o que diferencia o CAVIDA da clínica comum. No que se refere ao tempo, geralmente os atendimentos variam entre 40 e 90 minutos, e a frequência vai variar de acordo com a necessidade e a disponibilidade do cliente.

Atendimento psiquiátrico – realizado por médico psiquiatra, devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina. Sua função principal é avaliar a presença de transtornos mentais, a interferência destes para o comportamento suicida e o tratamento.

Atendimentos sociais – realizados por assistente social, devidamente registrada no Conselho Regional de Serviço Social. Dentre suas funções, é fundamental a realização de uma triagem, no atendimento inicial, para identificação das necessidades do indivíduo que busca ajuda.

Grupos de apoio – direcionados aos usuários e/ou familiares e amigos daqueles que estão em acompanhamento institucional. Dentre os objetivos principais, o grupo favorece a expressão dos sentimentos e/ou a elaboração do luto.

Oficinas terapêuticas – podem ser desenvolvidas por diversos voluntários, como estudantes de graduação em cursos da saúde. As atividades podem variar de acordo com as necessidades, e geralmente oferecem um recurso para a melhora na qualidade de vida daqueles que fazem acompanhamento em nossa instituição e/ou convidados.

Palestras – têm o objetivo de oferecer informações básicas sobre o comportamento suicida. Os temas variam de acordo com a necessidade do local, mas, geralmente, o conteúdo busca alertar os ouvintes para os sinais e sintomas que ajudam na compreensão do ato. Através da participação em eventos, escolas, empresas e igrejas, a instituição tem ajudado na identificação e intervenção nos riscos de suicídio.

Cursos – oferecidos geralmente por uma equipe multidisciplinar que tem o objetivo de capacitar pessoas para lidar com o tema. Dentre seus conteúdos, são passadas informações e técnicas para lidar com as situações de risco. Geralmente, o público é composto de profissionais ou estudantes de Psicologia, Medicina, Serviço Social, Enfermagem ou áreas afins.

Pesquisas – têm auxiliado no registro de dados, na compreensão do comportamento na realidade local e na elaboração de novas estratégias. Por exemplo, no capítulo que trata da sexualidade, expomos uma das nossas pesquisas.

Intervenções sociais – são o desenvolvimento de ações direcionadas à população, tendo dentre seus objetivos alertar para alguns aspectos do suicídio. Por exemplo, a divulgação de panfletos informativos, distribuição de faixas e participação em eventos maiores.

Eventos culturais – podem ser produzidos com o intuito de oferecer momentos de lazer para usuários e/ou familiares, e/ou convidados, e/ou população geral (exemplo: show beneficente). Assim como também pode ser realizado com o objetivo de promover debates sobre um tema específico (exemplo: Cine Cavida, que exibiu o filme “A ponte”, quando foram discutidas as questões envolvidas nos casos de suicídio apresentados no filme).

Entrevistas – A participação em programas de rádio e televisão tem contribuído de forma positiva para divulgar para a população os nossos serviços, assim como informar sobre riscos do suicídio e os aspectos envolvidos nele.

Recursos da Internet – A criação de um blog, site e da página institucional no Facebook ajudou na divulgação das ações desenvolvidas e na publicação de serviços, anúncios e textos. Têm ajudado diversas pessoas, inclusive quando necessitam tirar dúvidas.

Busca de parceiros – Como a instituição tem caráter voluntário e precisa se sustentar, a busca por pessoas e empresas que possam contribuir com trabalhos ou doações tem sido fundamental.

Enfim, muitas atividades ainda serão elaboradas e desenvolvidas ao longo do tempo. No momento, algumas que foram descritas acima ainda não puderam se concretizar por falta de recursos. O desafio de manter e estar à frente de uma instituição como o CAVIDA requer dedicação, honestidade, profissionalismo e superação das dificuldades diárias. Observar os resultados de todos esses trabalhos é recompensador e motiva para a continuação desse sonho que se tornou realidade.

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