CAVIDA conclui mais dois módulos do XI curso de capacitação

Julho

CAVIDA conclui mais dois módulos do curso de capacitação sobre suicídio

Rondineli Bezerra, psicólogo do CAVIDA

Giselle Sillero, psicóloga do CAVIDA

Arnaldo Santtos, psicólogo e vice-presidente do CAVIDA

Wilzacler Pinheiro, psicóloga e presidenta do CAVIDA

Wellington Fernando, psicólogo ex voluntário do CAVIDA

O Centro de Promoção de Saúde, Educação e Amor à Vida (CAVIDA) concluiu mais dois módulos do XI Curso de Capacitação do comportamento suicida: da prevenção à posvenção.

Os temas do dia 13 foram:  Prevenção – Sobre a Síndrome da Alienação Parental (SAP) e suicídio, ministrado pelo vice-presidente do CAVIDA, psicólogo  e jornalista Arnaldo Santtos e outro tema, Introdução às Estratégias de Prevenção e Posvenção, com a presidenta do CAVIDA, psicóloga e professora universitária, Wilzacler Pinheiro.

Sobre a SAP o psicólogo destacou a descoberta da síndrome pelo psiquiatra americano Richard Gardner, há 34 anos, embora ainda não esteja “comtemplada” no Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DMS-V).

Destacou também como ocorre a SAP, ou seja, a mãe ou pai “treina” a criança ou adolescente para romper os laços afetivos com o outro genitor, geralmente é a mãe quem pratica, criando sentimento de rejeição e temor em relação ao ex-cônjuge.

O psicólogo disse ainda que a SAP ocorre na ruptura da vida conjugal, quando ocorre principalmente vingança (contra o pai) de um deles, geralmente da mãe que fica com a guarda da criança.

Especificou que são várias as consequências para a criança e ao adolescente, dentre elas, doenças psicossomáticas; baixa autoestima; uso abusivo de álcool e drogas; transtornos de identidade; dificuldade de adaptação (psicossocial); insegurança; sentimento de rejeição; agressividade; dificuldade nas relações interpessoais; sentimento de culpa, além de ansiedade, depressão e suicídio. Falou sobre a lei 12.318, de 26 de agosto de 2010, especialmente o artigo segundo que caracteriza o ato do alienador.

Posvenção

No segundo momento do módulo,  Wilzacler Pinheiro  falou sobre os tipos de prevenção: primaria, secundária e terciária, citou alguns exemplos, além das possíveis propostas para ação que será realizada do dia 28 de agosto,  em Maceió, em que está previsto um grande evento, com profissionais da mídia e profissionais da área da saúde mental.

Destacou também as possíveis ações de posvencão aos moradores próximos à ponte do Reginaldo (onde já ocorreram diversos suicídios). Também comentou sobre a comunicação e a linguagem adequados que devem ser utilizadas; além de discutir, também, qual público e o objetivo deve-se atingir com as ações de prevenção.

Wilzacler Pinheiro destacou também a questão dos relacionamentos amorosos como uma espécie de gatilhos para os suicídios, que podem ser fatores de proteção ou risco. Citou também os artigos 122 e 123 do Código Penal que trata da instigação ao suicídio que é crime.

Dia 20

O tema principal do módulo do dia 20 foi:  Preparando a família para lidar com o suicídio. O primeiro tema –  Prevenção ao suicídio foi ministrado pela psicóloga voluntária do CAVIDA, Giselle Sillero, que é pós graduanda em Psicologia Clínica e Saúde Mental pelo CESMAC, com experiência em atendimento em hospitais psiquiátricos, escolas e em grupos de estudo em psicanálise Freudiana, no Rio de Janeiro.

Segundo Giselle Sillero, de acordo com a OMS, as estratégias nacionais devem incluir: vigilância e pesquisa; identificação de grupos vulneráveis; sobre o aumento de treinamento e educação sobre o tema, além de tratamento e vigilância e pesquisa.

Destacou que é preciso identificar grupos vulneráveis para que se faça um trabalho de prevenção mais adequado. Disse que é preciso realizar treinamento aos profissionais da área de educação para conscientiza-los sobre os indicies do suicídio .

Destacou os fatores de risco para o processo da tentativa de suicídio, como:  transtornos mentais; (Depressão, Transtorno bipolar e transtornos psicóticos e esquizofrenia), além das tentativas anteriores de suicídio e o uso abusivo de álcool e/ou drogas e comorbidade (doenças); o histórico familiar, além dos fatores de proteção, como habilidade para relacionamentos sociais; confiança em si mesmo; ter filhos; suporte sociofamiliar de qualidade e espiritualidade.

Disse que o tratamento, especialmente no período de crise é fundamental para amenizar o sofrimento e reduzir os índices de suicídios.

Posvenção outros conceitos

O tema pósvenção também foi discutido com o psicólogo e voluntário do CAVIDA, Rondineli Bezerra Mariano que é doutorando em Psicologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora, (UFJF). Ele também tem atuado em áreas de pesquisa: filosofia da psicologia; filosofia da psiquiatria e  psicopatologia.

Destacou o conceito de pósvenção do trabalho de Edwin S. Shneidman, além de destacar os principais temas sobre os sentimentos dos sobreviventes e os princípios e estratégias de pósvenção.

Destacou algumas atividades que podem ser concretizadas, como Grupos Terapêuticos com pessoas afetadas pelo suicídio nos mais diversos contextos; Grupos Terapêuticos com os familiares; Terapia em Grupo com foco na elaboração do luto em caso de suicídio; Terapia individual

Destacou ainda alguns modelos de como podem ser realizados, ou seja, títulos de atividade; identificação e descrição da atividadeIdentificar se é uma atividade de prevenção ou de pósvenção. Daí, descrever em linhas gerais a atividade.

E ainda sobre os objetivos geral e específicos das atividades, ou seja, delimitar o objetivo geral da atividade e os específicos explicitando o que se pretende alcançar, além da metodologia de trabalho – Rodas de Conversa, Dinâmicas de Grupo e Discussão de Material Audiovisual Relacionado.

Família e suicídio

O segundo tema discutido foi Família frente ao suicídio que foi ministrado pelo psicólogo e ex voluntário do CAVIDA,  Wellington Fernando dos Santos. Ele tem vasta experiência no trabalho de conscientização sobre prevenção ao suicídio na área de família e em grupo familiar. 

Destacou os conceitos de instituições familiares e construção de vínculos; ambiente de aprendizagem e interação social; ética e moral, além da importância do núcleo de apoio para a formação de um indivíduo mais saudável.

Falou sobre diversas configurações familiares e como elas mudaram ao longo do tempo. E destacou os porquês dos adolescentes são mais vulneráveis ao comportamento suicida.

E exemplificou: abusos e violências no contexto familiar; bullying; crise de identidade; preconceito; automutilação; isolamento social; insônia ou sono excessivo; choro excessivo; tristeza constante; mal humor e agressividade.

Destacou também sobre as diversas visões terapêuticas no atendimento a membro da família do suicida especialmente sobre o acolhimento (escuta sem julgamentos tento empatia); vínculo (para que o cliente/paciente possa expor sua situação psíquica por completo); criar redes de apoio emocional para o enfrentamento do problema (trazer os outros membros da família para a terapia).

PROGRAMAÇÃO

11/05 – Introdução ao comportamento suicida / Como identificar e intervir.

25/05 – Transtornos mentais / O atendimento emergencial.

08/06 – Comportamento suicida nas diversas fases do desenvolvimento humano.

22/06 –  Espiritualidade, Religiosidade e o suicídio / Meios de comunicação e suicídio.

06/07 – Estratégias de Prevenção a Posvenção.

20/07 – Preparando a família para lidar / Alienação Parental e Suicídio

10/08 – Acolhimento no atendimento de risco.

24/08 – Construção de intervenções para o setembro amarelo.

14/09 – O manejo clínico nas diversas abordagens.

28/09 – Seminários de conclusão.

 

 

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